Novo Millennio Ineunte - Capítulo IV
Testemunhas do amor
42. « É por isto que todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros » (Jo 13,35). Se verdadeiramente contemplamos o rosto de Cristo, amados irmãos e irmãs, a nossa programação pastoral não poderá deixar de inspirar-se ao « mandamento novo » que Ele nos deu: « Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros » (Jo 13,34).
É o outro vasto campo, em que se torna necessário um decidido empenho programático a nível da Igreja universal e das Igrejas particulares: o da comunhão (koinonia), que encarna e manifesta a própria essência do mistério da Igreja. A comunhão é o fruto e a expressão daquele amor que, brotando do coração do Pai eterno, se derrama em nós através do Espírito que Jesus nos dá (cf. Rom 5,5), para fazer de todos nós « um só coração e uma só alma » (Act 4,32). Ao realizar esta comunhão de amor, a Igreja manifesta-se como « sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano ».26
A tal respeito, as palavras do Senhor são tão precisas que não é possível reduzir o seu alcance. A Igreja terá necessidade de muitas coisas para a sua caminhada histórica, também no novo século; mas, se faltar a caridade (agape), tudo será inútil. O apóstolo Paulo recorda-no-lo no hino da caridade: Ainda que falássemos as línguas dos homens e dos anjos e tivéssemos uma fé capaz « de transportar montanhas », mas faltasse a caridade, de « nada » nos serviria (cf. 1 Cor 13,2). A caridade é verdadeiramente o « coração » da Igreja, como bem intuiu S. Teresa de Lisieux que eu quis proclamar Doutora da Igreja precisamente como perita da scientia amoris: « Compreendi que a Igreja tem um coração, um coração ardente de amor; compreendi que só o amor fazia atuar os membros da Igreja [...]; compreendi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo ».27
Uma espiritualidade de comunhão
43. Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo.
Que significa isto em concreto? Também aqui o nosso pensamento poderia fixar-se imediatamente na ação, mas seria errado deixar-se levar por tal impulso. Antes de programar iniciativas concretas, é preciso promover uma espiritualidade da comunhão, elevando-a ao nível de princípio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o cristão, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as famílias e as comunidades. Espiritualidade da comunhão significa em primeiro lugar ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz há de ser percebida também no rosto dos irmãos que estão ao nosso redor. Espiritualidade da comunhão significa também a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como « um que faz parte de mim », para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade. Espiritualidade da comunhão é ainda a capacidade de ver antes de mais nada o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus: um « dom para mim », como o é para o irmão que diretamente o recebeu. Por fim, espiritualidade da comunhão é saber « criar espaço » para o irmão, levando « os fardos uns dos outros » (Gal 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes. Não haja ilusões! Sem esta caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores da comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento.
44. Posto isto, o novo século há-de ver-nos empenhados mais intensamente na valorização e desenvolvimento dos sectores e instrumentos que, segundo as grandes diretrizes do Concílio Vaticano II, servem para assegurar e garantir a comunhão. Como não pensar, em primeiro lugar, a dois serviços específicos de comunhão que são o ministério petrino e, intimamente ligada com ele, a colegialidade episcopal? Trata-se de duas realidades que têm o seu fundamento e consistência no próprio desígnio de Cristo sobre a Igreja, mas por isso mesmo necessitam duma verificação contínua que assegure a sua autêntica inspiração evangélica.
Depois do Concílio Vaticano II, já muito se fez nomeadamente quanto à reforma da Cúria Romana, à organização dos Sínodos, ao funcionamento das Conferências Episcopais; mas certamente há ainda muito que fazer para valorizar o melhor possível as potencialidades destes instrumentos da comunhão, hoje particularmente necessários tendo em vista a exigência de dar resposta pronta e eficaz aos problemas que a Igreja tem de enfrentar nas rápidas mudanças do nosso tempo.
45. Os espaços da comunhão hão de ser aproveitados e promovidos dia-a-dia, a todos os níveis, no tecido da vida de cada Igreja. Nesta, a comunhão deve resplandecer nas relações entre Bispos, presbíteros e diáconos, entre Pastores e o conjunto do povo de Deus, entre clero e religiosos, entre associações e movimentos eclesiais. Para isso, devem-se valorizar cada vez mais os organismos de participação previstos no direito canônico, tais como os Conselhos Presbiterais e Pastorais. Como se sabe, estes não se regem pelos critérios da democracia parlamentar, porque operam por via consultiva, e não deliberativa; 29 mas não é por isso que perdem o seu sentido e importância. É que a teologia e a espiritualidade da comunhão inspiram uma recíproca e eficaz escuta entre Pastores e fiéis, que por um lado os mantém unidos a priori em tudo o que é essencial, e por outro fá-los confluir normalmente para decisões ponderadas e compartilhadas mesmo naquilo que é opinável.
Com tal finalidade, é preciso assumir aquela antiga sabedoria que, sem prejudicar em nada o papel categorizado dos Pastores, procurava incentivá-los à mais ampla escuta de todo o povo de Deus. É significativo o que S. Bento lembra ao abade do mosteiro, ao convidá-lo a consultar também os mais novos: « É frequente o Senhor inspirar a um mais jovem um parecer melhor ». E S. Paulino de Nola exorta: « Dependemos dos lábios de todos os fiéis, porque, em cada fiel, sopra o Espírito de Deus ».31
Desta forma, se a ciência jurídica, ao estabelecer normas precisas de participação, manifesta a estrutura hierárquica da Igreja e esconjura tentações de arbítrio e injustificadas pretensões, a espiritualidade da comunhão confere uma alma ao dado institucional, ao aconselhar confiança e abertura que corresponde plenamente à dignidade e responsabilidade de cada membro do povo de Deus.
A variedade das vocações
46. Esta perspectiva de comunhão está intimamente ligada à capacidade que tem a comunidade cristã de dar espaço a todos os dons do Espírito. A unidade da Igreja não é uniformidade, mas integração orgânica das legítimas diversidades; é a realidade de muitos membros unidos num só corpo, o único Corpo de Cristo (cf. 1 Cor 12,12). Por isso, é necessário que a Igreja do terceiro milênio estimule todos os batizados e crismados a tomarem consciência da sua própria e ativa responsabilidade na vida eclesial. Ao lado do ministério ordenado, podem florescer outros ministérios — instituídos ou simplesmente reconhecidos — em proveito de toda a comunidade ajudando-a nas suas diversas necessidades: desde a catequese à animação litúrgica, desde a educação dos jovens às várias expressões da caridade.
Um generoso empenho certamente há de ser posto — sobretudo através de uma oração insistente ao Senhor da messe (cf. Mt 9,38) — na promoção das vocações ao sacerdócio e de especial consagração. Trata-se dum problema de grande importância para a vida da Igreja em todo o mundo. Mas, nalguns países de antiga evangelização, tal problema tornou-se dramático devido à alteração do contexto social e à aridez religiosa causada pelo consumismo e secularismo. É necessário e urgente estruturar uma vasta e capilar pastoral das vocações, que envolva as paróquias, os centros educativos, as famílias, suscitando uma reflexão mais atenta sobre os valores essenciais da vida, cuja síntese decisiva está na resposta que cada um é convidado a dar ao chamamento de Deus, especialmente quando esta pede a total doação de si mesmo e das próprias forças à causa do Reino.
Neste contexto, aparece em todo o seu valor cada uma das restantes vocações, radicadas na riqueza da vida nova recebida no sacramento do Batismo. Em particular, há que descobrir cada vez melhor a vocação própria dos fiéis leigos, que são chamados, enquanto tais, a « procurar o Reino de Deus, tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus », e têm também « um papel próprio a desempenhar na missão do inteiro povo de Deus, na Igreja e no mundo [...], com a sua ação para evangelizar e santificar os homens ».
Nesta mesma linha, reveste uma grande importância para a comunhão o dever de promover as várias realidades agregativas, que, tanto nas suas formas mais tradicionais como nas mais recentes dos movimentos eclesiais, continuam a dar à Igreja uma grande vitalidade que é dom de Deus e constitui uma autêntica « primavera do Espírito ». É, sem dúvida, necessário que associações e movimentos, tanto a nível da Igreja universal como das Igrejas particulares, atuem em plena sintonia eclesial e obediência às diretrizes autorizadas dos Pastores. Mas, a todos é dirigida, de forma exigente e peremptória, a advertência do Apóstolo: « Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o que for bom » (1 Tes 5,19-21).
47. Deve ser assegurada também uma especial atenção à pastoral da família, ainda mais necessária na época atual, que registra uma crise generalizada e radical desta instituição fundamental. Na visão cristã do matrimônio, a relação entre um homem e uma mulher — relação recíproca e total, única e indissolúvel — corresponde ao desígnio originário de Deus, o qual, ofuscado na história pela « dureza do coração », foi restaurado no seu esplendor primordial por Cristo, mostrando o que Deus quis « ao princípio » (Mt 19,8). No matrimônio elevado à dignidade de Sacramento, está expresso o « grande mistério » do amor esponsal de Cristo pela sua Igreja (cf. Ef 5,32).
Sobre este ponto, a Igreja não pode ceder às pressões de determinada cultura, ainda que generalizada e por vezes agressiva. Ao contrário, é preciso fazer com que, por meio duma educação evangélica sempre mais completa, as famílias cristãs ofereçam um exemplo persuasivo da possibilidade de um matrimônio vivido de forma plenamente congruente com o desígnio de Deus e com as verdadeiras exigências da pessoa humana — a pessoa dos esposos e sobretudo a pessoa mais frágil dos filhos. As próprias famílias hão de estar cada vez mais conscientes da atenção que é devida aos filhos, tornando-se sujeitos ativos, na Igreja e na sociedade, com uma presença eficaz na defesa dos seus direitos.
O empenho ecuménico
48. Depois, como não mencionar a urgência de fomentar a comunhão no âmbito delicado do empenho ecumênico? Infelizmente, os tristes legados do passado vão acompanhar-nos ainda para além do limiar do novo milênio. A celebração jubilar registrou algum sinal verdadeiramente profético e tocante, mas há ainda tanto caminho a percorrer!
Na realidade, o Grande Jubileu, levando-nos a fixar o olhar em Cristo, fez-nos tomar mais viva consciência da Igreja como mistério de unidade. « Creio na Igreja una »: isto que afirmamos na profissão de fé, tem o seu fundamento último em Cristo, no Qual a Igreja não está dividida (cf. 1 Cor 1,11-13). Enquanto Corpo de Cristo, na unidade realizada pelo dom do Espírito, a Igreja é indivisível. A realidade da divisão forma-se no terreno da história, nas relações entre os filhos da Igreja, em consequência da fragilidade humana para acolher o dom que continuamente dimana de Cristo-Cabeça para o seu Corpo místico. A oração de Jesus no Cenáculo — « que todos sejam um; como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que também eles estejam em Nós » (Jo 17,21) — é simultaneamente revelação e invocação. Revela-nos a unidade de Cristo com o Pai, como lugar fontal da unidade da Igreja e dom perene que ela receberá misteriosamente d’Ele até ao fim dos tempos. Esta unidade, que não deixa de realizar-se concretamente na Igreja Católica, apesar dos limites próprios do ser humano, manifesta-se também, em diversa medida, nos numerosos elementos de santificação e de verdade que se encontram no seio das outras Igrejas e Comunidades eclesiais; tais elementos, enquanto dons próprios da Igreja de Cristo, impele-as incessantemente para a unidade plena.
A oração de Jesus lembra-nos que este dom precisa de ser acolhido e fomentado de maneira sempre mais profunda. A invocação « ut unum sint » é simultaneamente imperativo que nos obriga, força que nos sustenta, salutar censura à nossa preguiça e mesquinhez de coração. É sobre a oração de Jesus, não sobre as nossas capacidades, que assenta a confiança de poder chegar, também na história, à comunhão plena e visível de todos os cristãos.
Nesta perspectiva de renovado caminho pós-jubilar, olho com grande esperança para as Igrejas do Oriente, esperando que retorne plenamente aquela permuta de dons que enriqueceu a Igreja do primeiro milênio. A lembrança do tempo em que a Igreja respirava com « dois pulmões », estimule os cristãos do Oriente e do Ocidente a caminharem juntos, na unidade da fé e no respeito das legítimas diferenças, aceitando-se e ajudando-se uns aos outros como membros do único Corpo de Cristo.
Com idêntico empenho há de ser cultivado o diálogo ecumênico com os irmãos e irmãs da Comunhão Anglicana e das Comunidades eclesiais nascidas da Reforma. O confronto teológico sobre pontos essenciais da fé e da moral cristã, a colaboração na caridade e, sobretudo o grande ecumenismo da santidade não deixarão, com a ajuda de Deus, de produzir os seus frutos no futuro. Entretanto, prossigamos confiadamente pelo caminho, suspirando pelo momento em que poderemos, com todos os discípulos de Cristo sem exceção, cantar juntos com toda a nossa voz: « Como é bom e agradável viverem os irmãos em harmonia! » (Sal 133132,1).
A caridade fraterna
49. Partindo da comunhão dentro da Igreja, a caridade abre-se, por sua natureza, ao serviço universal, frutificando no compromisso dum amor ativo e concreto por cada ser humano. Este âmbito qualifica de modo igualmente decisivo a vida cristã, o estilo eclesial e a programação pastoral. É de se esperar que o século e o milênio que estão a começar hão de ver a dedicação a que pode levar a caridade para com os mais pobres. Se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar: « Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e recolhestes-Me; estava nu e destes-Me de vestir; adoeci e visitastes-Me; estive na prisão e fostes ter Comigo » (Mt 25,35-36). Esta página não é um mero convite à caridade, mas uma página de cristologia que projeta um feixe de luz sobre o mistério de Cristo. Nesta página, não menos do que o faz com a vertente da ortodoxia, a Igreja mede a sua fidelidade de Esposa de Cristo.
É certo que ninguém pode ser excluído do nosso amor, uma vez que, « pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem »; 35 mas, segundo as palavras inequivocáveis do Evangelho que acabamos de referir, há na pessoa dos pobres uma especial presença de Cristo, obrigando a Igreja a uma opção preferencial por eles. Através desta opção, testemunha-se o estilo do amor de Deus, a sua providência, a sua misericórdia, e de algum modo continua-se a semear na história aqueles gérmenes do Reino de Deus que foram visíveis na vida terrena de Jesus, ao acolher a quantos recorriam a Ele para todas as necessidades espirituais e materiais.
50. No nosso tempo, de fato, são muitas as necessidades que interpelam a sensibilidade cristã. O nosso mundo começa o novo milênio, carregado com as contradições dum crescimento econômico, cultural e tecnológico que oferece a poucos afortunados grandes possibilidades e deixa milhões e milhões de pessoas não só à margem do progresso, mas a braços com condições de vida muito inferiores ao mínimo que é devido à dignidade humana. Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde abrigar-se?
E o cenário da pobreza poderá ampliar-se indefinidamente, se às antigas pobrezas acrescentarmos as novas que frequentemente atingem mesmo os ambientes e categorias dotados de recursos econômicos, mas sujeitos ao desespero da falta de sentido, à tentação da droga, à solidão na velhice ou na doença, à marginalização ou à discriminação social. O cristão, que se debruça sobre este cenário, deve aprender a fazer o seu ato de fé em Cristo, decifrando o apelo que Ele lança a partir deste mundo da pobreza. Trata-se de dar continuidade a uma tradição de caridade, que já teve inumeráveis manifestações nos dois milênios passados, mas que hoje requer, talvez, ainda maior capacidade inventiva. É hora duma nova « fantasia da caridade », que se manifeste não só nem sobretudo na eficácia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, não como esmola humilhante, mas como partilha fraterna.
Por isso, devemos procurar que os pobres se sintam, em cada comunidade cristã, como « em sua casa ». Não seria, este estilo, a maior e mais eficaz apresentação da boa nova do Reino? Sem esta forma de evangelização, realizada através da caridade e do testemunho da pobreza cristã, o anúncio do Evangelho — e este anúncio é a primeira caridade — corre o risco de não ser compreendido ou de afogar-se naquele mar de palavras que a atual sociedade da comunicação diariamente nos apresenta. A caridade das obras garante uma força inequivocável à caridade das palavras.
Os desafios de hoje
51. E como ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico, que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta? Ou face aos problemas da paz, frequentemente ameaçada com o íncubo de guerras catastróficas? Ou frente ao vilipêndio dos direitos humanos fundamentais de tantas pessoas, especialmente das crianças? Muitas são as urgências, a que o espírito cristão não pode ficar insensível.
Um especial empenho deve colocar-se em alguns aspectos da radicalidade evangélica que frequentemente são menos compreendidos, chegando a tornar-se impopular a intervenção da Igreja, mas isso não pode fazer com que estejam menos presentes na agenda eclesial da caridade. Refiro-me à obrigação de se empenhar pelo respeito da vida de cada ser humano, desde a concepção até ao seu ocaso natural. De igual modo, o serviço ao homem obriga-nos a gritar, oportuna e inoportunamente, que todos os que lançam mão das novas potencialidades da ciência, principalmente no âmbito das biotecnologias, não podem jamais descurar as exigências fundamentais da ética, fazendo apelo a uma discutível solidariedade que acaba por discriminar vidas entre si, com desprezo pela dignidade própria de cada ser humano.
Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes âmbitos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente os motivos da posição da Igreja, sublinhando, sobretudo que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano. A caridade tomará então necessariamente a forma de serviço à cultura, à política, à economia, à família, para que em toda a parte sejam respeitados os princípios fundamentais de que depende o destino do ser humano e o futuro da civilização.
52. Tudo isto há de ser naturalmente realizado com um estilo especificamente cristão: compete sobretudo aos leigos, no cumprimento da vocação que lhes é própria, fazerem-se presentes nestas tarefas sem nunca ceder à tentação de reduzir as comunidades cristãs a agências sociais. De modo particular, o relacionamento com a sociedade civil deverá verificar-se no respeito da sua autonomia e competência, segundo os ensinamentos propostos pela doutrina social da Igreja.
É conhecido o esforço que o Magistério eclesial tem realizado, sobretudo no século XX, para ler a realidade social à luz do Evangelho e oferecer de forma cada vez mais concreta e orgânica o seu contributo para a solução da questão social, hoje alargada à escala planetária.
Esta vertente ético-social é uma dimensão imprescindível do testemunho cristão: há que rejeitar a tentação duma espiritualidade intimista e individualista, que dificilmente se coaduna com as exigências da caridade, com a lógica da encarnação e, em última análise, com a própria tensão escatológica do cristianismo. Se esta tensão nos torna conscientes do caráter relativo da história, não o faz para nos desinteressarmos do dever de a construir. A tal respeito, continua sempre atual o ensinamento do Concílio Vaticano II: « A mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes, mas, antes, os obriga ainda mais a realizar essas atividades ».
Um sinal concreto
53. Para dar um sinal desta dimensão da caridade e da promoção humana, que se funda nas exigências íntimas do Evangelho, quis que o ano jubilar, entre os numerosos frutos de caridade que já produziu durante a sua realização — penso de modo particular à ajuda dada a muitos irmãos mais pobres que lhes permitiu tomar parte no Jubileu — deixasse também uma obra que de algum modo constituisse o fruto e o selo da caridade jubilar. Muitos peregrinos deram, de diversos modos, a sua esmola e, com eles, também muitos protagonistas da atividade econômica ofereceram apoios generosos, que serviram para garantir uma adequada realização da ocorrência jubilar. Uma vez pagas as despesas que foi preciso fazer durante o ano, o saldo que houver deverá ser destinado para fins de caridade. É realmente importante que, dum acontecimento religioso tão significativo, seja afastado qualquer indício de especulação econômica. O que sobrar há de servir para se repetir, nesta circunstância também, a experiência já muitas vezes vivida ao longo da história a começar dos primórdios da Igreja, quando a comunidade de Jerusalém deu o testemunho — que tanto impressionou os não cristãos — duma espontânea permuta de dons, até à posse comum dos bens, em favor dos mais pobres (cf. Act 2,44-45).
A obra a realizar será apenas um pequeno rio que irá confluir no grande caudal da caridade cristã que atravessa a história. Um rio pequeno, mas significativo! O Jubileu fez com que o mundo olhasse para Roma, a Igreja « que preside à caridade »,37 e deixasse nas mãos de Pedro a sua esmola. Esta caridade que se manifestara no centro da catolicidade derrama-se agora, de algum modo, sobre o mundo através deste sinal que se pretende seja fruto e recordação viva da comunhão experimentada por ocasião do Jubileu.
54. Começa um novo século e um novo milênio sob a luz de Cristo. Nem todos, porém, vêem esta luz. A nós cabe a tarefa maravilhosa e exigente de ser o seu « reflexo ». É o mysterium lunae, tão querido à contemplação dos Santos Padres que usavam esta imagem para indicar como a Igreja depende de Cristo: Ele é o Sol, cuja luz ela reflete. Era uma maneira de exprimir o que Cristo disse quando se apresentou como « Luz do mundo » (Jo 8,12) e pediu também aos seus discípulos para serem « a luz do mundo » (Mt 5,14).
Este é um encargo que nos faz tremer, quando olhamos para a fraqueza que frequentemente nos torna opacos e cheios de sombras. Mas é uma missão possível, se, expondo-nos à luz de Cristo, nos abrirmos à graça que nos faz homens novos.
55. Nesta perspectiva, coloca-se também o grande desafio do diálogo inter-religioso, no qual temos de continuar a empenhar-nos no novo século, segundo a linha traçada pelo Concílio Vaticano II. Nos anos de preparação para o Grande Jubileu, a Igreja tentou, inclusive com encontros de notável relevo simbólico, delinear uma relação de abertura e diálogo com expoentes doutras religiões. Como esquecer o grande « ícone » de Assis no ano 1986 e o encontro na Praça de S. Pedro com representantes de muitas religiões não cristãs no dia 28 de Outubro de 1999, já às portas do Jubileu? O diálogo deve continuar. Na condição de um pluralismo cultural e religioso mais acentuado, como se prevê na sociedade do novo milênio, isso é importante até para criar uma segura premissa de paz e afastar o espectro funesto das guerras de religião que já cobriram de sangue muitos períodos na história da humanidade. O nome do único Deus deve tornar-se cada vez mais aquilo que é: um nome de paz, um imperativo de paz.
56. Mas, o diálogo não pode ser fundado sobre o indiferentismo religioso, e nós, cristãos, temos a obrigação de realizá-lo, dando testemunho completo da esperança que há em nós (cf. 1 Ped 3,15). Não devemos ter medo que possa constituir ofensa à identidade de outrem aquilo que é, inversamente, anúncio jubiloso de um dom, que se destina a todos e, por conseguinte, há de ser proposto a todos com o maior respeito da liberdade de cada um: o dom da revelação do Deus-Amor, que « amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único » (Jo 3,16). Nada disto, como ainda recentemente foi sublinhado pela Declaração Dominus Iesus, pode ser objeto duma espécie de negociação dialogada, como se se tratasse duma simples opinião. Para nós, ao contrário, é graça que nos enche de alegria, é notícia que temos o dever de anunciar.
A Igreja, portanto, não pode subtrair-se à atividade missionária junto dos povos, e permanece tarefa prioritária da missio ad gentes o anúncio de que é em Cristo, « Caminho, Verdade e Vida » (Jo 14,6), que os homens encontram a salvação. O diálogo inter-religioso « não pode de forma alguma substituir o anúncio, mas permanece orientado para o anúncio ». Por outro lado, o dever missionário não nos impede de entrar no diálogo intimamente dispostos a ouvir. Com efeito, sabemos que a própria Igreja, diante do mistério de graça infinitamente rico de dimensões e consequências para a vida e a história do homem, jamais cessará de indagar, podendo contar com a ajuda do Paráclito, o Espírito da Verdade (cf. Jo 14,17), ao Qual compete precisamente a missão de guiá-la para a « verdade total » (Jo 16,13).
Este princípio está na base quer do inexaurível aprofundamento teológico da verdade cristã, quer do diálogo cristão com as filosofias, as culturas, as religiões. Não é raro o Espírito de Deus, que « sopra onde quer » (Jo 3,8), suscitar na experiência humana universal, não obstante as suas múltiplas contradições, sinais da sua presença, que ajudam os próprios discípulos de Cristo a compreenderem mais profundamente a mensagem de que são portadores. Não foi porventura com esta abertura humilde e confiante que o Concílio Vaticano II se empenhou a ler « os sinais dos tempos »? Apesar de ter efetuado um discernimento diligente e cuidadoso para identificar os « verdadeiros sinais da presença ou da vontade de Deus », a Igreja reconhece que não se limitou a dar, mas também « recebeu da história e evolução do gênero humano ». Esta atitude feita simultaneamente de abertura e de atento discernimento, iniciou-a o Concílio também com as outras religiões. Compete-nos a nós seguir fielmente o seu ensinamento pelo sulco aberto.
Na luz do Concílio
57. Quanta riqueza, amados irmãos e irmãs, nas directrizes que o Concílio Vaticano II nos deu! Por isso, na preparação para o Grande Jubileu, pedi à Igreja para interrogar-se sobre a recepção do Concílio.44 E fez-se? O Congresso que se realizou aqui no Vaticano foi um momento desta reflexão e espero que a seu modo se tenha feito o mesmo em todas as Igrejas particulares. À medida que passam os anos, aqueles textos não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Concluído o Jubileu, sinto ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa.
Escada do Céu - 2.009
Ata do quinto Dia - Pela Eucaristia
Após a Santa Missa das 7,30 e Oração na Cruz Luminosa EM Tijucas, o Grupo passou a visitar Cemitérios, num total de cinco até ao meio dia: Municipal de Tijucas, Itapema Bairro Ilhota, Barra Sul em Balneário Camboriú, Santo Antonio de Itapema e Católico de Porto Belo e, em todos, Cláudio recebeu mensagens do Céu, e já se encontram publicadas nos sites.
À tarde, as Orações e Adoração como nos dias anteriores conduzidas também por Maria de Fátima. Em momento de muita emoção, a Valdete, de São Paulo, cantou o “Grito de Verônica”: Olhai e vede se existe dor igual à minha Dor, arrancando lágrimas dos corações presentes.
Rezou-se o Tercinho: Meu Bom Jesus, não nos deixe morrer sem recebermos os Santos Sacramentos. (10x) e Doce Coração de Maria, sede nossa salvação.(10x) São cinco dezenas que dão direito a indulgências.
Nossa Senhora pede que confessemos ao menos uma vez por mês. Em estado de graça podemos receber indulgências que podem apagar as penas por nossos pecados e as penas das almas do Purgatório.
A Procissão com a Bíblia, duas velas acesas, flores, Livros do Movimento Salvai Almas e cartaz: O Senhor guarda a todos os que O amam!”
A pedido de Nossa senhora foram lidas as mensagens recebidas nos cinco cemitérios visitados hoje.
Foram limpos mais dois degraus da escada e decorados com toalhas, flores, velas acesas, cestas com frutas, galhetas com água e vinho e um grande cálice dourado feito de isopor destacando bem a Santa Hóstia que foi colocado no Centro da Escada, enquanto se executava o canto Escada do Céu em uma estrofe e estribilho.
O Sálvio percorre a nave da Igreja, impondo as mãos e rezando sobre as pessoas.
Cláudio recebe a Mensagem e toca os objetos apresentados à volta do Altar.
Nossa Senhora faz sua Aparição e, como sempre, abençoa e atira beijos, premiando a todos os presentes com muitas graças. Durante toda a Aparição, cantos de louvores são entusiasticamente executados pelo coral e por todos que vibram, se emocionam, choram…
Após a Aparição, o Cláudio faz a leitura da mensagem.
Há a bênção Final e o Canto: Do mais Profundo!
Amém!
Ata redigida por D. Mística.
Escada do Céu - 2.009
Pelas crianças e jovens
Ata do quarto Dia – 16 de Setembro de 2009
Às 7,30 horas, a Santa Missa em Tijucas. As orações na Capela Nossa Senhora de Sion seguem como no dia anterior.
Às 10,00 horas a bênção em comunhão: formando um grande círculo, todos os participantes abençoaram a todos e todos foram abençoados por todos.
Adoração ao Santíssimo no Sacrário e Orações até às 12,00 horas.
Às 14,00 horas todos, a convite de Jesus, caminharam na praia de pés descalços, rezando e cantando.
-Jesus caminhava descalço na praia e assim pede que façamos hoje: a água é fonte de vida, sinal de vida, e aqui podemos pedir a cura para nossas feridas enquanto contemplamos as maravilhas de Deus, também mostradas através do imenso e lindo mar azul! (Praia de Perequê, sobre o Oceano Atlântico)
De volta à Capela, as orações continuaram. Houve a procissão com a Bíblia e duas velas trazidas pelas crianças. As leituras do dia foram feitas também por crianças e jovens.
Também e limpeza e decoração de mais dois degraus foram feitas por jovens e crianças, enquanto os presentes cantavam com alegria e amor o canto A Escada do Céu, na primeira estrofe, e, agora também o estribilho, enquanto uma Imagem de São Pio era erguida e mostrada a todos, que entre palmas e sorrisos repetiam o verso do canto:
Um dia encontrei uma luz e segui. E a Escada do Céu eu pude subir! Um dia encontrei uma luz e segui. E a escada do Céu eu pude subir…
Foram colocados na Escada: toalhas, flores, velas acesas, uma boneca, livros, brinquedos, o quadro de uma Mãe com criança no colo. A Escada já está linda!
Depois, a Adoração ao Santíssimo com a música Doce é Sentir, executada com a harmônica (gaita de boca ) pelo Arnaldo. O Céu se fazia presente ali.
O toque do Céu nos objetos, a imposição de mãos nas pessoas pelo Sálvio, a aplicação do sinal contra os efeitos do chip.
Cláudio – sempre de joelhos – recebe a Mensagem e fala com o Céu!
Nossa Senhora faz sua amável e extraordinária Aparição, abençoando e atirando beijos a todos, que entre cantos e lágrimas a aclamavam sem cessar!
Depois, o Canto da Salve Rainha, a leitura da Mensagem* e a Bênção Final.
Mais um dia de graças extraordinárias.
Deus, simplesmente é Deus! Nada há no mundo que O defina! Amém!
* Esta mensagem está nos sites.
Esta Ata, assim como as dos dias anteriores, são redigidas pela D. Mística. Amém!
Escada do Céu - 2.009
Pelos Sacerdotes
Nossa Senhora das Dores
Ata do terceiro dia: 15.09.2009
O dia teve início com a Santa Missa em Tijucas, às 7,30 horas, na Capela do Lar Maria da Paz, e Oração aos Pés da Cruz Gloriosa, na praça em frente à Capela.
Às 9 horas, na Capela Nossa Senhora de Sion, teve inicio às Orações, que, a exemplo do dia anterior, se estenderam até às 12 horas, quando da pausa para almoço.
Em momento de reflexão, o Cláudio pediu orações pelos sacerdotes:
- Nossa Senhora sempre nos pede orações por eles e devemos então tomar isto como Missão. Devemos nos esforçar e agir para que possamos ter bons sacerdotes, doando-nos também às causas de Deus.Nós somos os únicos seres vivos dotados de razão, por isso temos capacidade de conduzir nossa vida sob nossa vontade. Nosso corpo, no entanto, nos quer sempre arrastar para trás: para o mundo. Ora, não devemos permitir que sejamos arrastados pelo corpo! Nossa razão é quem deve arrastá-lo. Nossa razão precisa ser mais forte. Nosso corpo tem tendências a se arrastar pelas coisas do mundo: nossa razão deve dizer Sim a Deus! O Movimento Salvai Almas é uma seta que aponta os caminhos de Deus: muitas pessoas tem se encontrado com Deus, após conhecer nosso Movimento. Somos evangelizadores e devemos continuar a ser, pois esta Missão nos foi confiada pelo Pai. Não somos uma Igreja, mas uma seta que aponta para a Igreja!Nossa Missão também é rezar pelas Almas Padecentes: Elas, desde o Purgatório, rezam por nós. Esta é a Missão delas. E cada qual deve cumprir a Missão que conhecemos como Comunhão dos Santos. (Um reza pelo outro) Se quisermos salvar, converter uma pessoa ainda viva, devemos pedir a ajuda das almas. Elas estão no Purgatório para nos ajudar. E nos ajudam: neste momento, há milhares delas nos acompanhando.
Durante a Adoração ao Santíssimo, o Cláudio fala:
- Jesus, cada um de nós aqui está disposto a te seguir. Mas deves ficar sempre pertinho de nós, para que possamos levar adiante estes momentos de amor e de evangelização. Coloca, Jesus, dentro de nós este amor forte, este amor de Deus, e a todos os que fazem parte deste Movimento… O mundo vai melhorar…
À tarde, rezou-se a Via Sacra, o Triságio à Santíssima Trindade, Terço da Divina Misericórdia, terço das Chagas, e o Terço do Amor: no final deste o Cláudio comunica que: “Neste momento, o Purgatório está vazio!”
A pedido de Nossa Senhora, foi lido o Capítulo II do Eclesiástico. E poude-se aprender muita coisa a respeito do sofrimento. Rezaram-se os Mistérios Dolorosos, o Terço de Exorcismo à Virgem Poderosa, os Sete Pai Nossos e Vitória pelo Sangue de Jesus, enquanto se aplicavam o sinal da Cruz contra os efeitos do chip.
Às 18 horas, o Ângelus e Louvor ao Espírito Santo: Terço e Canto.
Em procissão foram trazidos e colocados sobre o Altar, Paramentos Sacerdotais e a Santa Bíblia. Em seguida as leituras da Liturgia do Dia. Após as leituras, mais dois degraus da escada foram limpos, enquanto Cláudio refletia:
-Nos também devemos limpar nosso caminho, nossa alma. Onde falhamos? Precisamos lavar…Devemos entender as pessoas como são! Não devemos ficar sem confissão. Não devemos julgar, Devemos tirar de dentro de nós o orgulho, o egoísmo e tantas outras coisas más. As pessoas precisam ser respeitadas e amadas: são degraus a limpar em nossos corações. Em nossa escada da vida.
Em procissão levou-se para a decoração dos degraus: toalha dourada, A Santa Cruz, as Imagens de “São” João Paulo II e de São Pio (Padre Pio), Paramentos, velas acesas, flores e o cartaz: Virgem Poderosa Imaculada Conceição Rainha das Vitórias, que vossas lágrimas de sangue destruam as barreiras que se levantam contra a Santidade Sacerdotal.
Enquanto se decorava a escada, cantava-se:
“A Escada do Céu não pude subir! Por mais que tentasse voltava a cair. Degrau por degrau somente contava. Mas a minha força na hora faltava…”
O Santíssimo foi exposto no Altar e houve momento de Adoração, com cantos e reflexões.
Rezou-se o Oficio da Imaculada Conceição, Oração Pelo Santo Padre, Oração Vocacional, cantou-se a Ladainha de Nossa Senhora.
Nossa Senhora fez sua esplendida Aparição abençoando e enviando beijos a todos, enquanto era saudada com muitos cantos e vivas por parte dos presentes.
O Santíssimo foi levado no meio do povo que O adorava em silencio sendo conduzido depois ao Sacrário pelo Diácono Celebrante.
O Cláudio leu as Mensagens de Jesus e de São Miguel e comentou:*
- Eu perguntava a Jesus, da possibilidade de Deus extinguir para sempre o Purgatório, pois é muito triste ver os sofrimentos das almas ali e Ele me respondeu:
“- Se te é difícil entender o porque Deus aplica as penas às almas, entenda o Purgatório da seguinte forma: Purgatório é o lugar onde Deus Pai coloca as almas para rezarem pelos vivos! Amém?”
Canto e Bênção Final.
Amém!
* A mensagem de Jesus e São Miguel estão nos sites.
Escada do Céu - 2.009
Exaltação da Santa Cruz
Ata do segundo dia - 14.09.2009
Inicio às 8 horas com cantos e Orações ao Espírito Santo.
Reflexão sobre a Confissão: os pecados contra os Dez Mandamentos, dirigida pelo Cláudio; Oração de Renuncia e Libertação. Canto Quem entrará no Santuário?
Adoração à Santa Cruz e Canto Só no Silencio. Mistérios Gozosos do Terço intercalando-se os mistérios com os cantos: Como é Bonito Senhor, Mãe Maria, Que vos direi, Nas águas desta paz e o Chamado. Rezou-se o Terço do Amor e o Terço de Glorias. Às 10,30 horas, a Santa Missa celebrada pelo Padre Ailton. Na homilia o celebrante destacou a Exaltação da Santa Cruz:
A Cruz representa o sofrimento e a nossa salvação que é o desejo pleno de Jesus, que disse: “Cada um tome a sua Cruz e siga-me!”
Após a Santa Missa, a Oração do Lembrai-vos pelos Sacerdotes e vocacionados.
Houve o almoço e, às 13,30 horas a Via Sacra com os cantos: A Morrer Crucificado e Vitória Tu Reinarás. O Oficio das Almas e o canto Para as Pobres Almas. O terço do amor e o canto Bendita Te Cantem. Oração de Entrega Total ao Pai, Coroa de Glorias de Maria, Magnificat, Canto Boa Mãe. Terço da Divina Misericórdia, canto Senhora da Salete. Mil vezes Jesus e o canto Bendita e Louvada Seja. Vitória pelo Sangue de Jesus, as Quinze Orações, Mistérios Dolorosos e Luminosos. Terço de Exorcismo à Virgem Poderosa, Terço às Santas Chagas, Terço do Amor, Terço de Glorias, Terço dos Sacerdotes, Oração pelo Santo Papa Bento XVI. Às 18 horas a Oração do Ângelus.
Em procissão é trazida para o Altar uma Grande e rude Cruz feita de ramos verdes que em seguida foi decorada com flores trazidas por todos os presentes, enquanto se executavam os cantos Rude Cruz e Vitória Tu Reinarás, Oração da Cruz Luminosa e Oração Caritativa diante da Cruz. Limpeza dos primeiros degraus e o canto Vou Repousar!
Decoração destes primeiros degraus com o canto Presença Real. Os degraus são decorados com toalhas brancas, duas velas acesas, flores, quadro com D. Palmira (falecida) Imagem de Nossa Senhora do Carmo e cartaz: Virgem Poderosa Imaculada Conceição, Rainha das Vitórias: Que vossas lágrimas de sangue destruam as oito barreiras que impedem a vinda gloriosa de Jesus! Canto: A Escada do Céu!
Reflexão do Cláudio:
- Hoje começamos a subir a escada do Céu e as almas do Purgatório também estão rezando para salvar os homens. Temos sempre e força do Céu que nos ajuda a rezar por aqueles que não nos ouvem quando falamos. Neste momento esta capela está super-lotada de parentes nossos que já estão no Céu e por milhares de Santos e Anjos que rezam conosco e por nós.
A seguir o Santíssimo é colocado sobre o altar com momentos de Adoração.
Depois o terço Glorioso e o Cláudio fala com o Céu e recebe a Mensagem. Nossa Senhora. Através do Cláudio e Norma, TOCA nos objetos que as pessoas deixaram ao lado do altar e, no Quarto Mistério, Nossa senhora faz sua linda e emocionante aparição, abençoando e atirando beijos a todos os presentes, enquanto se executavam ininterruptamente cantos de louvores e gratidão a Ela e a Jesus.
Cláudio fez a leitura da Mensagem ( *), e, com a Bênção e Canto final, foi encerrado este segundo dia. (*) A mensagem está publicada no Sites.









