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Padre Pio - Conclusão
28/01/2009
Testemunho de uma mãe: “Minha primeira filha nasceu em 1953. Quando tinha um ano e meio o Padre Pio salvou a sua vida em forma súbita e milagrosa. Na manhã de 06 de Janeiro de 1955 meu marido e eu estávamos na igreja assistindo à Santa Missa e nossa filha estava em casa com o avô dela.
Capítulo VIII - Padre Pio
27/01/2009
A Oração como oxigênio para a alma.
É famosa sua auto-definição, que refletia o aspecto mais profundo da vida de Padre Pio: a sua incessante oração. Jesus advertia para rezar sempre, sem cessar jamais (Lc 18,1) e São Paulo repete para rezar sem interrupções (Tm 5,17). Na prática, seguido o ensinamento dos santos e do Mestre da alma, devemos nos esforçar para transformar em oração todas as ações do dia a dia, sabendo que isso só é possível se dedicarmos um tempo exclusivo à oração. Mas para Padre Pio não era assim. Primeiro porque dormia muito pouco e comia pouquíssimo. Na pré-adolescência já era habituado à intensidade de oração, que foi transformada por ele em uma necessidade vital e permanente.
Gostava repetir: “Nos livros se busca a Deus, na oração se encontra”. Na sua oração também era uma alternância de sentimentos contraditórios; não era certo o repouso: “Rezo para que nenhum raio de luz caia do céu”. Eram momentos quase que contínuos de batalha interior; quando rezava parecia não ver nada. Outras vezes, quando se colocava assim, a orar, sentia-se invadido pelo amor do Senhor, sentia-se inflamar. Era assim habitualmente unido a Deus que algumas vezes parecia distraído, com os olhos fixos em outro ponto, como se conversasse com alguém. Preferia rezar por seus filhos, mais do que conversar com eles, se não houvesse necessidade. Certa vez havia revelado que rezava mais pelos outros do que para si. Durante sua contínua oração, recebia o dom das aparições celestiais, sobretudo depois da luta diária como o demônio. As aparições mais freqüentes eram de Jesus, de Maria Santíssima, do anjo da guarda.
A sua terna oração a Maria mereceria uma atenção especial, bem como toda a sua devoção mariana. O rosário que chamava de sua arma, o absorvia todo de uma vez, rezando de uma só vez, o rosário completo. Escreveu que recitava pelo menos cinco rosários no dia, em termos de tempo, cinco horas diárias ou mais de rosário. Mas ele rezava bem mais que isso; e é compreensível somente se levar em consideração que o tempo para Padre Pio era diferente do nosso habitual, pois dormia muito pouco e pela capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo.
O Santo Padre Pio sofreu sensível e visivelmente, as dores da Paixão de Cristo; sentia na sua alma, as dores de Maria, que justamente é considerada a grande Mártir, a verdadeira Rainha do Martírio. “É de fato, um homem de oração”. “A oração era o seu respiro, o seu oxigênio”, e vivia em união constante com Deus, em qualquer coisa que fizesse; não somente em união de graça, mas de verdadeira presença, de diálogo.
A necessidade da oração também lhe parecia sugerida pelo constante senso de indignidade; sentia-se um grande pecador porque era justamente consciente de sua fragilidade, comum a todos nós homens, nesta vida; porque sempre teve medo, direi pavor, de cair em pecado, de ofender ao Senhor, de não ser digno do que estava fazendo (ainda mais quando se colocava a celebrar a Santa Missa).
Padre Pio e as Almas do Purgatório.
Numa tarde o padre Pio estava em um quarto, localizado na parte baixa do convento, destinado para casa de hóspedes. Ele estava só e descansando sobre o sofá, quando de repente, apareceu um homem envolto em uma capa preta. O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou para o homem quem ele era e o que ele queria. O estranho respondeu que era uma alma do Purgatório. “Eu sou Pietro Di Mauro”. Disse-lhe então:
”Eu morri em um incêndio neste convento, em 18 de setembro 1908. Na realidade este convento, depois da desapropriação dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado em uma casa de repouso para anciões. Eu morri entre as chamas quando eu estava dormindo, em meu colchão feito de palha, exatamente neste quarto. Eu venho do Purgatório: O bom Deus deixou-me vir até aqui e lhe pedir que celebre para mim a santa missa da amanhã de manhã para o meu descanso eterno. Graças a esta Missa eu poderei entrar no Paraíso”. - Padre Pio falou para o homem que ele teria a missa santa para a sua alma..
O Padre Pio contou: “Eu, queria levá-lo até a porta do convento para me despedir quando repentinamente para minha surpresa ele desapareceu. Eu seguramente percebi que havia falado com uma pessoa morta; na realidade, tenho que admitir que eu reentrei no convento bastante amedrontado. O Padre Superior do convento, Monsenhor Paolino de Casacalenda, notou meu nervosismo, e então lhe contei o que havia acontecido. Ai então lhe pedi a permissão para celebrar a Santa Missa da manhã seguinte em voto daquela alma necessitada.
Alguns dias depois, Padre Paolino, despertado pela curiosidade foi até o escritório de registro de óbitos da comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pediu a permissão para consultar o livro de registro de óbitos do ano de 1908. Após a consulta ele pode então verificar que a história do Santo Padre Pio era verdadeira, pois no registro relacionado às mortes do mês de setembro, Padre Paolino achou o nome, o apelido e a razão da morte: No dia 18 de setembro de 1908, no incêndio da casa de repouso morreu o Sr. Pietro Di Mauro.
Padre Pio contou a seguinte história ao Padre Anastásio.
“Uma tarde, enquanto eu estava rezando a sós, eu ouvi o sussurro de um terno, e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao altar”. Parecia que o monge jovem estava espanando os candelabros e regando os vasos das flores. Eu pensei que ele era o Padre Leone que estava reestruturando o altar e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e consertar o altar. Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone. -Então perguntei: Quem é você? A voz então respondeu:
- “Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era que eu limpasse o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente eu durante todo esse tempo não reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, todas as vezes que passava em frente ao altar causando grande aflição ao Sacramento Santo, por causa da minha irreverência. Por este descuido sério, eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita, enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim”.
Eu pensei ter sido generoso com àquela alma de sofrimento e assim exclamei: “você estará amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa”. Aquela alma chorou e disse: “Cruel de mim, que malvado eu fui”. Então ele chorou e desapareceu. Aquela exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e sentirei a vida inteira. Na realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outro noturno nas chamas do Purgatório.
No final de sua vida.
Desde novembro de 1966 o padre foi obrigado a celebrar a Missa sentado. A sua Missa deveria ser mais breve do que antes, pela sua evidente situação, desde quando foi obrigado à cadeira, parecia que não seria uma vez. O declínio físico era evidente. Não causou espanto quando alguém veio a saber que ele afirmava com precisão, falando a uma sobrinha sua: “Daqui dois anos não existirei mais, porque estarei morto”.
O que não cessaram mais foram suas lutas com Satanás, o “gigante” visto na infância e contra o qual sempre combateu e sempre venceu. Ainda suportava as feridas daqueles combates. No dia 6 de julho de 1964 houve um grande barulho vindo da sua cela; os frades entraram no quarto e encontraram Padre Pio caído, ferido no supercílio; foi necessário suturar a ferida com pontos. O demônio havia batido sua cabeça no chão; o inchaço é bastante visível numa fotografia do Padre Pio tirada naquela ocasião.
Padre Pio não tinha medo da morte; pois em várias ocasiões entendeu-a como uma libertação. Em 22 de setembro, domingo, a Igreja estava decorada para festa dos cinqüenta anos dos Estigmas; e na sua hora de costume, às 5 horas, Padre Pio começou a celebrar a sua última Missa. Após ainda deu o seu “último adeus aos seus filhos”, por volta das 10,30 horas da janela do coro .
Passado um pouco da meia-noite, quando já se podia realizar a celebração Eucarística do novo dia, pediu ao padre Pellegrini para celebrar a Missa. Havia se confessado e renovado seus votos religiosos. Faleceu serenamente às 02,30 horas da segunda-feira, 23 de setembro de 1968. Examinaram seu corpo e constataram que os estigmas haviam desaparecido completamente, sem deixar nenhuma marca ou cicatriz; deste fato foram registrados documentos por escrito e documentação fotográfica.
Para a ciência restará sempre um mistério de como os estigmas apareceram e também desapareceram misteriosamente, como duraram por mais de cinqüenta anos. Estava concluída a missão que o Senhor lhe havia confiado.
Capítulo VII - Padre Pio
26/01/2009
Os filhos espirituais de Pe. Pio
Era com a freqüência de se confessar com ele. Mas havia um outro meio, acompanhado, sobretudo da possibilidade de retornar até ele, e a qualquer um que assim desejasse. Bastava lhe perguntar, bastava lhe pedir para que fossem aceitos como seus filhos espirituais. Ele disse: “Não chamo ninguém e não afugento ninguém”.
Padre Pio era particularmente exigente com seus filhos espirituais; educava-os à dedicação, ao dever, à cruz, ao heroísmo, quando era possível fazê-lo. Um Jovem, em San Giovanni, testemunhou o que havia acontecido com ele. Era costume, e como respeito piedoso, fazer em si o Sinal da Cruz quando passasse em frente a uma Igreja Católica. Um belo dia, estava se divertindo com dois amigos, ambos distantes da fé. Estavam passando diante de uma Igreja. Naquele mesmo instante, ouviu ao pé do ouvido uma voz a lhe dizer claramente: “Covarde!”. Imediatamente pensou estar sendo conduzido por Padre Pio. Logo percebeu a mensagem do padre, zombando dele; depois, bastante sério, ele havia dito: “Desta vez foi assim; mas se o fizer de novo, pensarei que é um fujão”.
Havia alguns dos filhos espirituais de Padre Pio que moravam em uma cidade bastante próxima a San Giovanni. Começaram a reunir-se; falavam de Padre Pio e de suas experiências com ele. Mas principalmente se dedicavam à oração; depois dos primeiros encontros, limitavam-se somente a rezar. Assim, nasceram os primeiros grupos de oração, ou as sementes dos futuros grupos encorajados claramente pelo próprio Padre Pio. Pode-se dizer que os grupos de oração foi um grande impulso da palavra do Papa Pio XII, especialmente a partir de 1947, insistindo na necessidade da oração.
Padre Pio dizia aos grupos: “Espalhem-se desde já, em todo o mundo”, e recomendou: “Reúnam-se periodicamente para a oração em comum. A sociedade de hoje não reza; por isso está em pedaços”.
O Anjo da Guarda de padre Pio.
Como seus tantos filhos Espirituais faziam para se comunicar com Padre Pio? Havia os métodos normais: confessar-se ou ao ser recebido no parlatório lhes falava alguma coisa , escreviam-lhe cartas, mandavam recados através de algum frei que o encontrasse com mais freqüência…
Mas também havia um outro método, que muitos haviam experimentado; é um método mais rápido do que um telegrama ou um fax nos dias de hoje, que naquela época não existia: o recurso do próprio anjo da guarda. Era uma experiência para quando não se pudesse aproximar do padre, ou pela distância ou pela multidão de pessoas, muitos se voltavam com fé ao anjo da guarda de Padre Pio ou ao seu próprio anjo da guarda e a mensagem chegava pontualmente.
Tinha em Roma um confessor capuchinho, Padre Pio da Mondregañez, espanhol. Ele desejava muito encontrar-se com Padre Pio, mas não havia tido permissão. Ao sair para voltar a Roma fez a seguinte oração: “Se é verdade, como se diz, que o nosso anjo da guarda conhece Padre Pio e leva até ele nossas mensagens, diga-lhe que ao estar na Itália meridional irei me encontrar com ele”. No mesmo dia, o superior do convento lhe propôs: “Antes de retornar a Roma, quer ir até San Giovanni Rotondo?”. Aceitou com alegria e no dia seguinte já seguiu viagem. Quando esteve com Padre Pio, no final do encontro disse-lhe: “Padre, já esteve com o meu anjo da guarda?”. E Padre Pio: “Sim, ele veio uma vez, de Consenza”. Padre Pio tinha a missão de recordar, instantaneamente, todos os mistérios da fé: a paixão redentora do Senhor e a Sua misericórdia; a existência do paraíso, do inferno, do purgatório; e também a existência dos anjos, em particular, dos nossos anjos da guarda que nos auxiliam as vinte e quatro horas do dia, com uma solicitude extraordinária e a quem nós deixamos de lembrar.
Uma promessa de grande amor.
Um dia perguntaram ao padre Pio: - Jesus lhe mostrou os lugares de seus filhos espirituais no paraíso? - Claro, um lugar para todos os filhos que Deus me confiará até o fim do mundo, se são constantes no caminho que leva ao céu. “A promessa que Deus fez a este miserável”. - E no paraíso, estaremos perto de vós?
- Ah! Filha e que paraíso seria para mim se não tivesse perto de mim a todos meus filhos? - Mas eu tenho medo da morte. - O amor exclui o temor. O que chamamos morte, na realidade é o inicio da verdadeira vida. E logo, se eu lhes assisto durante a vida, quanto mais vos ajudarei na batalha decisiva!
Chamado a Co-redenção.
A vida do padre Pio está tão cheia de acontecimentos extraordinários que é necessário buscar as causas deles em sua vida íntima. Quem é chamado a servir na missão redentora de Jesus Cristo tem que sofrer muito moral e fisicamente. Estes Sofrimentos o purificam e elevam cada vez mais no amor de Deus. Em uma carta escrita pelo padre em 1913 dizia: ”O Senhor me faz ver como em um espelho, que toda minha vida será um martírio”.
Desde que ingressou a vida religiosa até que recebeu os estigmas, a vida do padre Pio foi uma Via Crucis. Em 1912 escreve: “Sofro, sofro muito, mas não desejo nada para que minha cruz seja aliviada, porque sofrer com Jesus é muito agradável”. A uma filha espiritual lhe disse um dia: ”O Sofrimento é meu pão de cada dia. Sofro quando não sofro. As cruzes são as jóias do Esposo, e delas sou zeloso.”
Uma casa para o alívio do Sofrimento físico. “Estava doente e vieste me visitar” (Mt 25,36)
O verdadeiro seguidor de Jesus Cristo tem uma particular sensibilidade para todo o sofrimento dos irmãos, em especial, dos enfermos. Lembrar-se das curas operadas por Jesus e na recompensa prometida. Devemos lembrar as fundações das ordens hospitalares e da construção dos hospitais, quase todos nascidos da obra piedosa.
Pelo espírito sensível de Padre Pio, havia motivos muito fortes que alimentavam essa sensibilidade; no seu coração já trazia cada necessidade dos irmãos. Havia uma experiência pessoal, o contínuo contato com as pessoas que, pessoalmente ou através de carta, lhe contavam todos os males e pediam sua ajuda. Pode-se dizer que Padre Pio sempre foi enfermo. Fortemente provado pelo sofrimento na própria carne, era bastante sensível aos males daqueles que continuamente o procuravam. O Padre tinha tanta compaixão pelos enfermos que se ocupava de todos os males. Mas não era possível colher a dor da humanidade. Mas é possível dar-lhe alívio. Padre Pio pensava, desde 1922, encorajado pela oferta que recebera com o seguinte objetivo: “para fazer o bem”. Mas, foi nos anos quarenta que seus desejos ganharam as primeiras formas reais e concretas. Três filhos espirituais, tiveram imensa atuação nos projetos de Padre Pio. Tal era o afeto que dedicavam ao Padre, que desde então passaram a viver próximo a ele. São eles: O farmacêutico Carlo Kisvarday, de Zara; O médico Guglielmo Sanguinetti, de Parma; O agrônomo Mario Sanvico, de Perugia. Rapidamente impulsionaram as obras do grande projeto. Em 9 de janeiro de 1940, o sonho começava a se concretizar, que haveria de ser continuada e crescer mesmo depois de sua morte. Então, eles, seus filhos espirituais, lhe asseguraram que, próximo à igrejinha delle Grazie, seria levantado um grande hospital.
Assim que a notícia foi publicada começaram a chegar ofertas de todas as partes: da pequena oferta, comparável ao óbolo das fieis, à ricas ofertas que dispunham os grandes meios financeiros. É muito provável que o Senhor houvesse antecipado a obra através de uma visão. Não era de seu desejo que se falasse em hospital ou de clínica; uma casa familiar, que recorda o lar doméstico. E o propósito: dar alívio a quem sofre, um alívio direto, antes de tudo, às almas e depois aos corpos. Era realmente uma obra de Deus e da caridade humana, sendo possível graças às ofertas que chegaram de todo o mundo.
Padre Pio também deixou claro a este respeito: “Esta casa é, antes de tudo, aos doentes carentes”. Mas desejava que todos fossem tratados igualmente, com caridade fraterna. Aqui o enfermo poderia se sentir um irmão sendo cuidado pelos irmãos. Em 5 de maio de 1956, somente depois de dez anos do início das obras, aconteceu a inauguração solene daquela tamanha obra caridosa. Com equipamentos moderníssimos, tornou-se um dos melhores hospitais da Europa, sem perder de vista aquela sua característica de casa de acolhimento fraterna.
A realização daquela incrível obra profundamente humana e ao mesmo tempo divina aconteceu durante anos de imensos martírios; foi realizada justamente durante aquele segundo período de perseguição (1952-1962) e que apesar da dor, é preciso comentar.
Precisamente, Padre Pio sempre repetia: “obra da Divina Providência”. Não foi à toa que São Paulo escreveu a Timóteo: “Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer perseguição (2Tm 3,12)”.
É bom lembrar que o ambiente fervoroso no meio do povo guardava também elementos de fanatismo. Nesse período houve um rápida troca de superiores no convento e na província de Foggia e transferência de freis de uma província a outra. Todos supostamente sob ordens. Depois começaram os procedimentos contra ele.
Se contra religiosos e sacerdotes foram tomados procedimentos injustos, contra Padre Pio se passou a controlar suas conversas privadas. E pior ainda: foi imposto ao padre Pio de celebrar a Missa em trinta ou quarenta minutos no máximo. Isso foi o cúmulo da incompreensão daquilo que era a Missa de Padre Pio, como nos primeiros anos, quando celebrava em Pietrelcina, levando até quatro horas. O Papa Paulo VI providenciou a plena liberdade a Padre Pio.
Seu inimigo Volta a atacar.
Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer ser humano. No mundo globalizado de hoje, muitos não acreditam, que esses espíritos agem ocultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) no ares” (Ef 6,11-12). A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Esta talvez tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.
Para tentar desviar o Padre Pio da missão que Deus lhe tinha confiado, o demônio lhe aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.
Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, o anjo da guarda, São Francisco,…), principalmente na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual…). Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois sugeriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d’Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir?
Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo da guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia uma grande paz. Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza. Talvez possamos dizer com certeza que a maior luta de Padre Pio com o demônio acontecia quando procurava salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos.
Na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso a caso. Padre Pio sempre obedeceu às autoridades eclesiásticas, também a custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus de das almas, o demônio.
Ele viu o demônio em múltiplas formas e levou dele muitas pancadas, por terem sido permitidas para recordar ao mundo incrédulo de hoje sobre essa presença diabólica. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo que devemos lutar. Seu dia a dia se desenrolava com o ritmo monótono e árduo de sempre. As várias proibições não atingiram o movimento dos fiéis, que encontravam em Padre Pio um confessor, um padre educador, aquele que sabia corrigir as vidas desencaminhadas e levá-las a Deus. Não era percebido o seu sofrimento, mesmo que estivesse continuamente batendo. Os tempos tenebrosos não fizeram Padre Pio perder o afetuoso contato com os seus filhos espirituais e nem o bom senso de humor, que se manifestava sempre nos momentos de recreação com os confrades, aos quais se juntavam também alguns de seus filhos espirituais mais ativos.
Capítulo VI - Padre Pio
25/01/2009
Uma recordação da primeira Missa, escrita pelo próprio Padre Pio: “Jesus, meu suspiro e minha vida, hoje que tremendo te elevo em um mistério de amor, contigo eu seja caminho para o mundo, verdadeira vida e sacerdote santo para Ti, vítima perfeita”.
Havia na Missa celebrada por Padre Pio, qualquer coisa de particular, deveria ser o centro da força que atraía a San Giovani Rotondo.
Capítulo V - Padre Pio
24/01/2009
Dez anos de isolamento (1923-1933).
Demasiadamente esquecidas são as criaturas humanas, com muitos defeitos humanos. Um desses defeitos é o fanatismo. O encontramos continuamente em torno de pessoas que, por motivos diversos, causam entusiasmo. O encontramos ao redor de Jesus e de muitos santos; o encontramos perto de atores ou políticos, de cantores ou de esportistas.






